O NAe (Navio-Aeródromo) A-12 São Paulo, único porta-aviões da Marinha do Brasil, que não navega desde 2014, será desativado em definitivo. Um estudo para a modernização do mesmo apontou um custo de R$ 1 Bilhão, considerado excessivamente alto pelos militares, e prazo de 10 anos para a conclusão com a embarcação imobilizada nesse período, além de incertezas técnicas. O processo de desativação começa agora e é previsto para terminar em meados de 2020, a embarcação está estacionada na Ilha das Cobras, complexo naval militar no RJ.

A frota de caças A-4 Skyhawk que operavam no São Paulo devem ser transferidos definitivamente para a base aérea de São Pedro da Aldeia, cerca de 100Km à leste da cidade do Rio de Janeiro.

Em nota, a Marinha afirmou que a prioridade agora é o aprimoramento da frota de submarinos, sendo um deles de propulsão nuclear, e as novas corvetas Tamandaré. A aquisição de um novo porta-aviões está em terceiro lugar na lista de prioridades da força armada.

Nos próximos 10 anos, pretende-se também desenvolver projetos de um porta-aviões e caças com tecnologia nacional.

O navio foi construído na França entre 1957 e 1960 e serviu a Marinha do país europeu até o ano de 2000, quando o então presidente Fernando Henrique autorizou a compra por 12 milhões de dólares.

Quando pertencia a Marinha da França, a embarcação atuou na guerra civil do Líbano (1983-1984) e da ex-Iugoslávia (1993-1994), entre outras missões militares à serviço da ONU.

Em 2004 uma tragédia matou três marinheiros e feriu outros oito: Um defeito numa tubulação de vapor provocou uma grande explosão e fez com que o porta-aviões passasse pela sua primeira grande reforma.

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