O Aeroporto de Brasília está substituindo os atuais 634 refletores do pátio de aeronaves por uma iluminação mais limpa e econômica. As antigas lâmpadas eram do tipo vapor de sódio e emitiam uma luz amarelada que consome mais energia e é menos sustentável. Com a mudança e a utilização de nova tecnologia, a iluminação das áreas de manobra de aeronaves ficará mais claras. Os novos refletores emitem uma luz branca, com menor potência, maior luminosidade e de alta durabilidade.
A equipe de manutenção elétrica da Inframerica deu início ao trabalho de substituição das luminárias no final de agosto deste ano e a diferença já é perceptível. A previsão é que até dezembro toda a iluminação do pátio seja trocada. Com isso, o consumo utilizado deverá ser reduzido em 65%, percentual correspondente ao sistema de iluminação do pátio e economia de 4,2% no consumo total do aeroporto. O investimento realizado pela administradora para substituir as luzes e implementar a melhoria é de aproximadamente R$ 600 mil.
Para o coordenador de eletroeletrônica do Aeroporto de Brasília, Kleber Beirão, a troca irá melhorar consideravelmente a visibilidade da área. “As luzes de LED têm mais eficiência, ou seja, iluminam mais, e possuem potência menor, consequentemente, consomem menos energia. A substituição trará mais economia e sustentabilidade para o terminal brasiliense”, conta.
O trabalho é delicado. Os técnicos utilizam equipamentos de rapel e elevação de cargas para subir até o alto das torres de iluminação que têm entre 19 e 25 metros de altura. As trocas acontecem no período diurno, quando não há necessidade de luz artificial. O sistema de energia da torre é desligado e os técnicos acessam o ponto utilizando todos os materiais de segurança. No local são retiradas as estruturas atuais e são substituídas pelos novos refletores. Cada uma das peças possui entre 2 a 9 conjuntos de placas de LED.
“Nossa equipe estudou toda a logística para realizar este trabalho. O aeroporto continua operando e temos que ser cautelosos. Este serviço é coordenado com outras equipes, como o pessoal de pátio, controle operacional e Torre de Controle. Por conta dessas variáveis, estimamos um trabalho de 4 meses”, explica Beirão.
O engenheiro garante que ao final do processo a nova claridade será notória tanto para funcionário quanto para pilotos e passageiros. Com isso, a segurança nas áreas de manobra de aeronave deverá ser intensificada.

Fonte: AviaoRevue

(1)