Enquanto a controvérsia paira em torno do F-35A Lightining toda vez que ele decola, somente rastros puderam ser vistos na última terça (31) à medida que o ultramoderno jato furtivo fazia uma das primeiras aparições no Red Flag Exercise, exercício simulado de combate aéreo na Base Aérea de Nellis, em Las Vegas.

Desde que o exercício desse ano começou, em 23 de janeiro, o jato de 100 milhões de dólares da Força Aérea Americana tem voado pelas primeiras vezes com outros caças de superioridade furtiva, como o F-22 Raptor e outras 80 aeronaves de combate e suporte dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

Até então, o F-35 realizou 110 missões no exercício que termina dia 10 de fevereiro no amplo Campo de Testes e Treino de Nevada, que fica ao norte de Las Vegas Valley.

O caça está sob os holofotes desde dezembro, quando o então presidente eleito Donald Trump criticou a Lockheed Martin pelo alto custo envolvido, o que ele considerou fora de controle. Numa série de tweets, ele disse também ter pedido à Boeing para fazer um orçamento de uma versão equiparável do F-18 Super Hornet, que poderia voar as mesmas missões. Oito caças do tipo F-18 Hornet estão participando do evento Red Flag.

Antes de seu esquadrão partir para o exercício de guerra, o tenente coronel George “Banzai” Watkins, comandante dos F-35A do 34º esquadrão, recusou-se a comparar “maças e laranjas”, no que diz respeito aos sistemas de radares evasivos dos F-18 Super Hornet da Marinha Americana, ele disse que os F-35 estão fazendo o que foram projetados para fazer.

Os organizadores do exercício simularam diversas possibilidades, onde os 13 F-35 da Base Aérea de Hills, em Utah, tiveram que enfrentar diversos outros caças agressores em grande quantidade e evitar mísseis terra-ar e ar-ar.  A aeronave se mostrou eficaz e bem-sucedida na missão de localizar bases terrestres de defesa aérea com seus sensores de alta tecnologia e eliminá-las com bombas.

O F-35 conseguiu uma proporção de vitória/derrota de 15/1, mesmo não sendo um caça pensado primariamente para o combate ar-ar, que é tipicamente função do F-22 Raptor.

Watkins disse que nunca tinha visto um exercício militar como esse com tantas ameaças avançadas: “Se nós não sofrermos algumas derrotas, não será desafiador o bastante”.

Membros do congresso americano responsáveis pela administração financeira do Pentágono estão muito atentos ao debate sobre o custo dos F-35, espera-se que o preço unitário de 100 milhões de dólares caia para 90 com a produção em série de aproximadamente 150 aeronaves para a força aérea, marinha e aliados.

A republicana Jacky Rosen disse que tem uma mente aberta para o caso: “O presidente e o secretário de defesa estão absolutamente certos em focar na redução de custos, que já estão caindo, mas eu acredito que outros caminhos estejam disponíveis para continuar reduzindo o custo.”

Watkins defende que o F-35 não veio para competir, segundo ele é um complemento essencial ao F-22: “Eles são projetados para o combate ar-ar e nós para a supressão das forças de defesa aérea em solo. Nós podemos ver o solo através das nuvens ou fumaça com o SAR (Synthetic Aperture Radar), mapeando e detectando uma ameaça antes que seja um fator para outras aeronaves.”

Lockheed Martin F-35

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