Os primeiros resultados do exercício de combate aéreo Red Flag, da Força Aérea Americana, apontam para uma superioridade do F-35 em relação aos seus oponentes: O caça atingiu uma proporção de 15 vitórias para 1 derrota, segundo a agência Aviation Week.

O extraordinário desempenho se deu em um ambiente simulado altamente hostil, com interferências de radar, ameaças aéreas e baterias de mísseis terra-ar. Em pronunciamento, o coronel Robert Cole disse que no passado os efeitos não-cinéticos não eram totalmente integrados ao voo, mas agora o F-35 enfrenta ameaças cibernéticas e de guerra eletrônica, além da vigilância inimiga e ameaças convencionais, ou cinéticas: “Essa integração em um ambiente de exercício permite que nossos planejadores e combatentes compreendam como melhor integrá-los, aprendam suas capacidades e limitações e estejam prontos a usar esses recursos combinados para um efeito máximo contra nossos adversários”

Os F-35 não simplesmente abateram seus inimigos, mas também usaram sensores de fusão e ligação de dados para se comunicar com outras aeronaves e perceber ameaças que não poderiam detectar por conta própria.

“Antes, onde tivéssemos uma ameaça avançada, iríamos colocar tudo – F-16s, F-15s, F-18s, mísseis, nós atirávamos tudo o que tínhamos naquela ameaça só para eliminá-la – agora nós vemos três ou quatro dessas ameaças de uma só vez”, disse o Tenente Coronel George Watkins, comandante do 34º esquadrão de combate.

“Nós temos condições de localizar geograficamente com precisão os alvos, é um cenário completamente diferente para nós agora”, disse Watkins.

A habilidade das aeronaves americanas de quinta geração de detectar ameaças e enviar informações para outros aviões atende uma necessidade urgente para os militares dos EUA, pois a Rússia e a China também estão desenvolvendo tecnologias ultraelevadas de contra-ataque e defesa aérea.

Apesar dos elevados custos de produção e de estar atrasado em relação ao cronograma, não há dúvidas que, em missões conjuntas com outras aeronaves, o F-35 eleva consideravelmente o poder de fogo e superioridade aérea do esquadrão.

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