Quando se fala em versatilidade na aviação, a primeira coisa que vem à mente é o helicóptero, e isso é um fato. Dessas máquinas fabulosas, acredito que o Esquilo seja um dos helicópteros mais versáteis já construído, podendo ser usado para inúmeras atividades e podendo ser configurado para uso em diversas missões:

Executivo: Levando de 4 até 6 passageiros + 1 piloto. Sim, 6 passageiros, a partir da versão B3, os proprietários têm um opcional de um banco ao lado do piloto para 2 pessoas e 4 pessoas no restante da cabine.

Carga: Com capacidade de 1500kg no gancho externo e um máximo de decolagem de 2500kg (versão B3e).

Combate a incêndios: Com uso do Bambi Bucket, uma espécie de bolsa de água gigante com uma abertura em baixo controlada remotamente pelo piloto, capaz de ser recarregada até em piscinas.

Policial: Essa modalidade bastante utilizada no Brasil, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, pode ser usado com câmera FLIR (Câmera que diferencia temperatura de objetos), capaz de achar uma arma no meio de um matagal, na escuridão total, assim como bandidos escondidos e até mesmo corpos, usando só a temperatura do objeto, holofotes com grande potência e câmera de visão noturna; por ser de rápida e de fácil configuração do seu interior, as polícias podem transformar uma aeronave configurada para transporte de passageiros em uma aeronave para transporte aero médico em 30 minutos.

Aero médico: Utilizado por companhias de planos de saúde e serviço público, o Esquilo pode ser transformado em uma UTI voadora, levando médico, enfermeiro e paciente de um hospital a outro ou resgate aero médico, aqui em São Paulo conhecido como “Águia”.

Filmagens aéreas: Emissoras de TV de todo o mundo utilizam o Esquilo como um verdadeiro estúdio voador capaz de filmar, editar e transmitir imagens ao vivo e em alta definição, também usado para filmagens cinematográficas.

Um pouco da história dessa máquina:

Em 27 de junho de 1974 alçava voo o primeiro Esquilo versão AS 350 C, pilotado pelo piloto de testes da Eurocopter Daniel Bauchart e o engenheiro de voo Bernard Certain. O modelo era impulsionado por um motor Lycoming Avco de 592 cavalos, o voo aconteceu em Marignane França, em 14 de fevereiro de 1975, após um ano, também em Marignane voava a versão equipada com um motor Turbomeca Arriel 1B de 641 cavalos, o AS 350B. Em 3 de outubro de 1979 o primeiro AS 355E, modelo bimotor.

Hoje, levando em conta todos os tipos de missões em que essa aeronave é empregada, o Esquilo já acumula mais de 22 milhões de horas voadas em quase 5.000 unidades utilizadas por mais de 90 países, sendo o mais voado do mundo, o de matricula brasileira, PT-HLU com mais de 27.000 horas de voo.

A história da Helibras e do esquilo andam praticamente juntas. Em 1978 a Helibras inaugurou sua fábrica em Itajubá/MG para inicialmente produzir o Esquilo e atender a primeira encomenda, a da Marinha brasileira.

Com uma tecnologia revolucionária, o emprego de materiais compostos e seu famoso rotor tipo Starflex, que dispensa articulações mecânicas convencionais aproveitando a flexibilidade dos materiais compostos para fazer o mesmo trabalho, trata-se de um helicóptero mono turbina com duas versões produzidas atualmente, AS 350B2 e AS 350B3e.

A primeira, é uma versão para 1 piloto + 5 ou 6 passageiros com peso vazio de 1.220Kg e peso máximo de decolagem de 2.250Kg utilizando uma turbina Turbomeca Arriel 1D1 com a potência máxima de decolagem de 732 SHP, velocidade cruzeiro de 122Kt (246 km/h) e máxima de 155Kt (287 km/h), com autonomia de pouco mais de 4 horas e alcance de 600km. A outra versão, a AS 350 B3 Evolution ou B3e tem como diferenciais uma turbina de 952 SHP, velocidade cruzeiro de 140Kt (258 km/h) peso de 1250kg e máximo de decolagem de 2500kg.

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