O Aeroporto de Brasília foi reconhecido, pela primeira vez, com o selo ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol), que realiza a publicação de inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE). O Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) também reconheceu o terminal brasiliense com a certificação internacional de controle de carbono.

Para obter os atestados a Inframerica elaborou um inventário para quantificar as emissões de Gases de Efeito Estufa no terminal e avaliou o real impacto das atividades da empresa no meio ambiente. Para chegar nos resultados foram realizadas diversas pesquisas, como por exemplo, o cálculo das emissões do CO2e de toda a frota de veículos da concessionária.

O documento foi elaborado utilizando a metodologia do Greenhouse Gas Protocol Initiative, uma ferramenta internacionalmente reconhecida que calcula a quantidade de CO2 equivalente emitido para atmosfera. Todo o inventário foi auditado por dois organismos externos, para comprovar a veracidade das informações recolhidas.

“O Aeroporto de Brasília passou a integrar o programa em 2018. Essa ação demonstra o nosso comprometimento na redução de emissões de GEE. O reconhecimento com o selo ouro, e a certificação obtida pela ACI, nos motiva a continuar o trabalho de conservação do meio ambiente e a buscar novas tecnologias para reduzir os impactos gerados por nossas operações”, destaca Daniella Lacerda, Gerente de Meio Ambiente da Inframerica.

O objetivo da concessionária é reduzir as suas emissões e com isso diminuir o impacto das suas operações no meio ambiente, tornando as atividades do aeroporto mais sustentáveis.

Ações já estão sendo realizadas e são importantes para atingir esse propósito, como a substituição de 634 refletores do pátio de aeronaves por uma iluminação mais limpa e econômica. As antigas lâmpadas, do tipo vapor de sódio, emitiam uma luz amarelada e consumiam mais energia. Com a sua substituição por lâmpadas de LED, a demanda de potência deverá ser reduzida em 65%, que representa uma economia de 4,2% em relação ao consumo total do aeroporto. Com isto haverá redução na conta de energia e nas emissões de poluentes. Em 2018, o aeroporto já havia substituído cerca de 10 mil lâmpadas do Terminal.

“Com estas certificações que recebemos quem ganha é a sociedade, não somente o aeroporto. Esse mapeamento é importante para entendermos da nossa operação e investirmos em tecnologias para tornar o aeroporto mais sustentável”, explica Daniella.

Outras ações de sustentabilidade importantes já vêm sendo adotadas a mais tempo, como o programa de coleta seletiva no terminal de passageiros, em funcionamento desde 2017, e que é responsável pela reciclagem de, aproximadamente, 16 toneladas de resíduos por mês. A Inframerica também investiu cerca de R$ 7 milhões de reais em revitalização de parques e unidades de conservação do Distrito Federal em medidas compensatórias pelas obras de ampliação do Aeroporto de Brasília, além do plantio de 74.340 mudas nativas do Cerrado a título de compensação florestal.

O Aeroporto também adota fontes de energia renováveis para consumo. A Inframerica passou a comprar energia no mercado livre. Neste setor, há maior variedade de fontes de energia, como de matriz eólica, solar ou mesmo de pequenas centrais hidrelétricas e que geram menor impacto ambiental. Consumir esse tipo de energia e não a do mercado regulado, significa anualmente um plantio de mais de 12 mil árvores em um projeto de reflorestamento.

Com a certificação obtida, o Aeroporto de Brasília entra para o seleto grupo de aeroportos que trabalham para se tornarem mais sustentáveis. E a Inframerica já está trabalhando nas próximas etapas de seu programa de conservação do meio ambiente e de eficiência energética.

O PROGRAMA BRASILEIRO GHG PROTOCOL

O Programa Brasileiro GHG Protocol foi criado em 2008 e segue as diretrizes do GHG Protocol, criado nos Estados Unidos em 1998. A aplicação do método no Brasil é adaptada ao contexto nacional. Para isso, o programa conta com grupos de trabalho estabelecidos junto às empresas participantes que se dedicam ao aperfeiçoamento do método e desenvolvimento de novas ferramentas para a contabilização de emissões de GEE de acordo com a realidade brasileira. Em 2019, cerca de 140 organizações apresentaram seus inventários, tornando seu Registro Público de Emissões a maior base de inventários corporativos disponíveis da América Latina.

O PROGRAMA DO ACI

O programa Airport Carbon Accreditation, do ACI, é o único aprovado institucionalmente para aeroportos. Os níveis de certificação do programa foram elaboradas com o objetivo de reconhecer e avaliar as iniciativas adotadas pelos aeroportos para contribuir com a preservação do meio ambiente.
Fundado em 1991, o ACI organismo representa os interesses dos aeroportos junto a governos e organizações, como a ICAO (sigla em inglês para Organização da Aviação Civil Internacional), e desenvolve normas, políticas e práticas recomendadas para os aeroportos, além de fornecer informações e treinamento para aumentar a qualificação de seus integrantes.

Fonte: AviaoRevue

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